Dólar e juros operam voláteis com nuances do exterior

O mercado de câmbio operava com intensa volatilidade, refletindo o embate entre intensificação da guerra comercial e o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Antes da abertura, os investidores reagiam à notícia de retaliação da China através da imposição de tarifas sobre US$75 bilhões em produtos americanos.

Pouco tempo depois, o discurso de Powell durante o Simpósio Anual de Política monetária também não ajudou, já que ele se posicionou contra um novo corte na taxa de juros dos EUA.

Embora o chairman do Fed tenha adotado um tom mais dovish, as declarações tiveram impacto moderado sobre as expectativas.

Para completar o clima de tensão, o presidente Donald Trump publicou em sua conta no Twitter que vai pedir às empresas americanas que atuam na China para voltarem a produzir em solo nacional.

Diante disso, a divisa americana se fortaleceu contra as demais moedas globais, já que é considerada um ativo muito seguro.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,10% sobre o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0830.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam movimentos mistos, mas com ligeiro viés de alta, em atenção à dinâmica cambial.

O DI maio/2020 subia 0,29%, sendo negociado a 5,25% (5,23% no ajuste anterior) e o DI abril/2023 subia 0,15%, sendo vendido a 6,47% (6,46% no ajuste anterior).

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