Dólar e juros recuam com flexibilização adotada pelo BCE

O mercado de câmbio operava em queda nas primeiras horas desta quinta-feira (12), reagindo à decisão de política monetária anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE).

A instituição do velho continente reduziu sua taxa de depósito de -0,40% para -0,50%, fazendo o primeiro corte desde 2016 e manteve a taxa de refinanciamento em 0%.

Além disso, os dirigentes definiram a retomada do programa de relaxamento quantitativo, no qual haverá compras mensais de 20 bilhões de euros em ativos, a partir de novembro.

A postura do BCE veio em linha com as expectativas dos investidores, pois as maiores economias na zona do euro estão em pleno ritmo de desaceleração, ensejando intervenção imediata da autoridade monetária.

Outro fato que movimentava os mercados era a decisão do presidente Donald Trump em adiar a imposição de tarifas a US$250 bilhões de produtos importados da China.

O alívio na guerra comercial promovido pelas ações de concessão realizadas pelos dois países também renovava o apetite ao risco, pressionando a queda da divisa americana.

Ás 12h15 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,20% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0570 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros recuavam em todos períodos, acompanhando o exterior e reagindo ao resultado da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada pelo IBGE.

Em julho, o volume de serviços teve alta de 0,8% na comparação mensal, alcançando o teto máximo das projeções dos analistas.

Analisando o indicador, é necessário reajustar as apostas de corte pujante da Selic, já que o fortalecimento da atividade não corrobora com a taxa básica abaixo de 5%.

O DI janeiro/2020 subia 0,28%, sendo negociado a 5,28% (5,29% no ajuste anterior) e o DI julho/2022 cedia 0,32%, sendo vendido a 6,21% (6,23% no ajuste anterior).