Dólar fecha a R$4,13 de olho nas decisões do Copom e do Federal Reserve

O dólar comercial encerrou em queda de 0,39% nesta segunda-feira (09), fechando na cotação de R$4,1300 na venda, rondando as mínimas.

A expectativa com as reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos afetou os movimentos do câmbio, limitando a amplitude e a volatilidade vistos na sessão.

O volume de negociação dos contratos foi de R$62,3 milhões, ficando ligeiramente abaixo os R$69,3 registrados na semana passada.

A aposta majoritária dos analistas para a “super-quarta” é que o Federal Reserve deve manter a taxa de juros dos EUA no atual patamar; ao revés, o Comitê de Política Monetária deverá reduzir a taxa Selic em 0,50%.

Apesar da liquidez reduzida durante o pregão, o real conseguiu apresentar o melhor desempenho contra a divisa americana, dentre as 33 principais moedas globais.

Na ausência de catalisadores específicos, os investidores repercutiram a melhora da economia do país, evidenciada pelos indicadores mais fortes do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação.

Com o ajuste positivo do cenário macroeconômico, a tendência é que as oportunidades de investimentos atraiam capital estrangeiro e impulsionem a valorização da moeda local.

Reagindo à diferentes pressões, os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, com o mercado de olho na decisão do Copom.

O principal foco da renda fixa é a redução da taxa básica à 4,50%, o menor patamar da história, e o novo piso do juro real, que atingiu 0,64% segundo o cálculo do Valor Data.

O DI abril/2020 subiu a 4,39% (4,38% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 terminou estável, sendo cotado a 6,02% e o DI janeiro/2026 aumentou a 6,55% (6,53% no ajuste anterior).