Dólar fecha a R$4,18 depois de alcançar o segundo maior valor da história

No pregão desta quarta-feira (13), o dólar comercial registrou valorização de 0,46%, fechando na cotação de R$4,1856 na venda, depois de alcançar o segundo maior valor nominal da história em R$4,19.

Em meio às incertezas com a guerra comercial e as tensões na América Latina, a moeda dos EUA se fortaleceu contra as principais divisas emergentes, sobretudo, as do eixo sul-americano.

Hoje, o peso chileno renovou a sua máxima em relação ao dólar pela segunda vez, alcançando a cotação de 794,97 pesos por unidade.

A aversão ao risco se aprofundou após o Wall Street Journal divulgar que a conclusão da primeira fase do acordo comercial teria esbarrado no impasse sobre o aumento das compras de produtos agrícolas pela China.

Ao que parece, os EUA desejam estabelecer uma quantidade, em bilhões de dólares, para o governo chinês adquirir anualmente, porém, Pequim alega que esta proposta beneficiará somente Washington, já que não haverá contrapartida.

Os investidores ficaram receosos e ajustaram posições em sinal de cautela, esperando os desdobramentos deste episódio, que parece complicar ainda mais a conclusão do pacto entre os dois países.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, em atenção às adversidades do ambiente externo.

Embora os últimos acontecimentos tenham adicionado prêmio de risco na curva a termo, os analistas acreditam que esse movimento não afetará a política monetária do Brasil no curto prazo, por isso, o avanço foi bastante limitado.

O DI outubro/2020 subiu a 4,51% (4,47% no ajuste anterior), o DI abril/2023 saltou para 5,84% (5,80% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 avançou a 6,44% (6,42% no ajuste anterior).