Dólar fica praticamente estável e fecha na fronteira de R$4,20

O dólar comercial encerrou praticamente estável nesta quarta-feira (04), sendo cotado a R$4,2020 na venda, depois de esboçar baixas oscilações.

Seguindo a melhora das perspectivas da guerra comercial entre Estados Unidos e China, a divisa americana operou em leve queda durante todo o pregão.

Com isso, o real apresentou um desempenho modesto em relação às demais divisas emergentes, como o peso chileno (+1,85%), o peso mexicano (+0,50%) e o rublo russo (+0,41%).

Embora os indicadores locais sinalizem que a recuperação da economia brasileira está em pleno vapor, o movimento do fluxo cambial continua seguindo a direção contrária, anotando recordes de saída de capitais.

Só na semana passada, o saldo negativo foi de US$4,415 bilhões, e no acumulado do ano, o montante já está em US$27,156 bilhões, não havendo perspectivas de reversão no curto prazo.

Na sessão de hoje, o principal driver foi uma notícia do Bloomberg, informando que Estados Unidos e China estão muito próximos de fechar a primeira fase do acordo comercial.

Adicionalmente, o presidente Donald Trump disse que as conversas com o governo chinês estão “indo muito bem”, ressaltando o seu otimismo com o relacionamento entre os dois países.

Apesar das contradições e incertezas, o fato renovou as esperanças do mercado quanto à resolução do conflito e apoiou o enfraquecimento do dólar no cenário internacional.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam em queda acentuada ao longo de toda a curva a termo, refletindo a percepção de que os níveis de inflação devem permanecer contidos nos próximos meses.

Devido ao aumento do apetite ao risco, os investidores optaram por retirar parte do prêmio embutido nos DIs, seguindo o clima otimista do ambiente interno.

O DI julho/2020 recuou a 4,43% (4,46% no ajuste anterior), o DI julho/2024 caiu para 6,31% (6,40% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 desabou a 6,57% (6,65% no ajuste anterior).