Dólar opera em queda com exterior positivo e dados do IBC-Br

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (13), acompanhando a melhora no ambiente externo e, ao mesmo tempo, refletindo a divulgação de indicadores locais.

Os investidores ainda repercutiam o arrefecimento das relações entre Estados Unidos e China e a decisão do Banco Central Europeu de adotar um pacote de estímulos econômicos.

Com o aumento do apetite ao risco, houve uma redução da busca por proteção em ativos mais seguros, pressionando a baixa da divisa americana e dos títulos públicos dos EUA.

Por aqui, o câmbio declinava em atenção ao índice que fornece uma prévia da atividade econômica brasileira, o IBC-Br, que apresentou um recuo de 0,16% na passagem de junho para julho, conforme dados do Banco Central.

A informação contrariou as projeções dos analistas pesquisados pelo Valor Data, que sinalizavam para o avanço de 0,1% no período.

Com isso, crescem as chances de que o país entre um ciclo mais agressivo de afrouxamento monetário e recorrente aplicação de estímulos para impulsionar as atividades.

Operadores locais indicam que há uma resistência da cotação no patamar psicológico de R$4,05, a partir do qual há um movimento intenso de compras.

Isso justifica porque o dólar comercial depreciava 0,12% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0550 na venda, às 12h18 (horário de Brasília).

Na renda fixa, os contratos de juros futuros mantinham comportamentos mistos, com as taxas de curto prazo recuando e as de longo prazo, subindo suavemente.

As flutuações dos DIs precificavam um corte na taxa Selic na reunião de política monetária da semana que vem, já consolidando uma queda ainda mais brusca dos juros até o final de 2019.

O DI junho/2020 caía 0,98%, sendo negociado a 5,14% (5,18% no ajuste anterior) e o DI julho/2023 aumentava 0,46%, sendo vendido a 6,61% (6,59% no ajuste anterior).