Dólar recua a R$4,07 com alívio no petróleo e à espera dos BCs

Em sessão marcada por intensa volatilidade, o dólar comercial recuou 0,29% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$4,0770 na venda.

O clima de alívio veio após a Arábia Saudita anunciar que os níveis de produção de sua petroleira estatal serão completamente restaurados até o final do mês de setembro.

Os investidores estavam temerosos que o ataque comprometesse o volume da oferta global, tendo em vista os riscos inflacionários que a escassez de petróleo poderia causar no longo prazo.

Contudo, as falas do Ministro de Energia, Abdulaziz bin Salman, acalmaram os ânimos, sobretudo, porque ele se comprometeu em cumprir o papel de principal fornecedor de óleo bruto do mundo.

Também no radar, é grande a expectativa pelas reuniões do Federal Reserve, nos EUA, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, que acontecerá nesta quarta-feira (18).

Apesar das incertezas que rondam o ambiente internacional, o mercado está otimista que o Fed reduzirá a taxa de juros em 0,25% ou, na pior das hipóteses, manterá o mesmo intervalo, à espera de novos catalisadores.

No que tange ao Copom, a tendência é de corte em 0,50% na taxa Selic, com grande possibilidade de seguir um ciclo de afrouxamento até o final do ano.

No mesmo sentido, os contratos juros futuros encerraram em queda ao longo de toda a curva, com os investidores de renda fixa retirando o prêmio de risco, já precificando um cenário de flexibilização.

O DI fevereiro/2020 recuou para 5,12% (5,15% no ajuste anterior), o DI abril/2023 desabou para 6,36% (6,49% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 caiu a 7,02% (7,13% no ajuste anterior).