Dólar recua a R$4,11 com decisões de juros e IPO da XP

O dólar comercial operava em queda nesta quarta-feira (11), pressionado com as decisões de juros dos Bancos Centrais do Brasil e dos EUA, que serão anunciadas hoje.

Além disso, há uma boa perspectiva de entrada de fluxo de moeda estrangeira no câmbio local em função da oferta de ações (IPO) da XP Investimentos, na Bolsa Nasdaq.

Com uma elevada demanda, a corretora brasileira emplacou US$2,25 bilhões, com seu papel sendo precificado em US$27, ligeiramente superior às faixas iniciais de US$22 a US$25.

Adicionalmente, a retomada do crescimento econômico no país, evidenciada pelos indicadores mais fortes, também ajudava a apoiar a valorização do real.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo aumentaram 0,1% no mês de outubro, em comparação a setembro.

No exterior, a divisa americana também depreciava contra as principais moedas globais e ligadas às commodities, como peso mexicano, peso chileno e dólar australiano.

O sentimento de incerteza sobre a guerra comercial com a China e a baixa liquidez devido ao fim do ano também limitavam o desempenho da moeda americana.

Ás 12h28 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,72% contra o real, sendo cotado a R$4,1190 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, mas apresentando viés de baixa, alinhados à tônica cambial.

O movimento das taxas permanecia limitado, refletindo o sentimento de cautela dos investidores, antes das decisões de política monetária.

O DI junho/2020 subia 0,11% com negociação a 4,38% (4,37% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinava 0,15%, sendo vendido a 6,52% (6,53% no ajuste anterior).