Dólar recua a R$4,11 com IPO da XP e decisão do Fed no radar

O dólar comercial encerrou em queda de 0,72% nesta quarta-feira (11), sendo cotado a R$4,1190 na venda, no valor mínimo em mais de um mês.

Na sessão de hoje, o real foi apoiado pela ação de diferentes catalisadores como a IPO da XP Investimentos, os dados do varejo brasileiro e a decisão de política monetária do Federal Reserve.

Há uma grande expectativa no mercado pela entrada de divisas estrangeiras provenientes da oferta pública inicial de ações (IPO) que a XP Investimentos promoveu na Nasdaq.

Com níveis de demanda surpreendentes, a corretora brasileira deverá arrecadar US$2,25 bilhões, com a ação precificada a US$27 e um valor de mercado de estreia estimado em US$15 bilhões.

Além disso, a divisa americana também foi pressionada pela percepção de retomada do crescimento da economia brasileira, demonstrado pelo avanço de 0,1% nas vendas do varejo em outubro.

Em âmbito externo, o foco de atenção dos investidores foi a decisão do Fed em manter a taxa básica de juros do país no intervalo entre 1,50% e 1,75%, sinalizando que este nível ficará constante por um bom tempo.

Em seu discurso tradicional, o presidente da instituição, Jerome Powell, disse que “enquanto as informações sobre a economia permanecerem consistentes, a postura da política monetária permanecerá apropriada”.

O chairman também acrescentou que as políticas não apresentam um curso definido, de forma que o cenário poderá mudar, assim como as diretrizes para lidar com a situação.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam próximos à estabilidade, destoando do movimento de queda visto no câmbio.

O mercado refletiu, majoritariamente, as perspectivas positivas sobre as atividades locais, limitadas por uma postura de cautela, antes das decisões de juros.

O DI maio/2020 fechou estável com negociação a 4,36%, o DI julho/2022 declinou a 5,47% (5,48% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caiu para 6,67% (6,71% no ajuste anterior).