Dólar recua a R$4,17 refletindo o exterior e os indicadores de inflação

O dólar comercial operava em queda nesta sexta-feira (06), dando continuidade ao movimento de baixa visto nos últimos pregões.

O comportamento da divisa americana no câmbio local é o mesmo visto no exterior, sobretudo, na paridade com as demais moedas emergentes e ligadas às commodities.

Novamente, as perspectivas de aproximação comercial entre Estados Unidos e China catalisavam as transações, com os investidores esperançosos de que um acordo será firmado antes do final do ano.

Contudo, o que realmente impactou o desempenho da moeda dos EUA foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 0,51% em novembro.

Ao contrário do que os economistas pensavam, o dado veio muito acima das estimativas, mas ainda dentro do intervalo pré-definido, cujo teto era de 0,58%.

A conjuntura macroeconômica mostrada reforça a análise do Banco Central de que há espaço para um novo corte de 0,50% na taxa Selic, que será definida durante a reunião da próxima semana.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,38% contra o real, sendo cotado a R$4,1720 na venda.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros apresentavam recuo nas taxas em todos os vencimentos, evidenciando um leve ajuste em sintonia com o câmbio.

Porém, após a divulgação dos números de empregos dos EUA, indicando a criação de vagas acima do esperado, as taxas desaceleraram as perdas, sobretudo, as de curto prazo.

O DI fevereiro/2020 caía 0,58% com negociação a 4,47% (4,50% no ajuste anterior) e o DI julho/2023 declinava 1,32%, sendo vendido a 5,98% (6,04% no ajuste anterior).