Dólar recua a R$4,22 em linha com o otimismo do exterior

O dólar comercial operava em queda nesta segunda-feira (02), acompanhando o otimismo com os dados econômicos mais fortes na China.

Em novembro, o Índice de Gerente de Compras (PMI) industrial do gigante asiático subiu para 51,8 pontos, contrariando as previsões do mercado, que sinalizavam uma contração no período.

O fato animou os investidores, pois demonstrou o quão forte está a economia chinesa, apesar das turbulências da guerra comercial com os Estados Unidos.

Além disso, o leilão de US$480 milhões em recursos à vista, realizado pelo Banco Central na manhã de hoje, também pressionava o recuo da divisa americana.

Em contrapartida, notícias negativas no front comercial brasileiro adicionavam volatilidade ao câmbio, limitando o movimento de apreciação do real.

 O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que retomará as tarifas sobre o aço e o alumínio importados do Brasil e da Argentina, devido à intensa desvalorização de suas moedas.

Ás 12h25 (horário de Brasília), o dólar comercial declinava 0,40% contra o real, sendo cotado a R$4,2230 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam um comportamento misto, seguindo a tônica cambial e os indicadores econômicos internos.

O Boletim Focus desta semana mostrou que as apostas de queda da Selic em 0,50% continuam em voga, porém, as estimativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram para 3,52%, ao final de 2019.

O DI abril/2020 declinava 0,22%, sendo negociado a 4,48% (4,49% no ajuste anterior) e o DI julho/2022 aumentava 0,53%, sendo vendido a 5,67% (5,64% no ajuste anterior).