Dólar renova máxima e atinge maior alta em dois anos ao bater R$ 4,11

A moeda americana renovou sua máxima no dia, de 4,1122 – maior nível desde 25 de setembro, quando marcou R$ 4,1414.

Mais uma vez, o cenário político pouco favorável contribuiu para derrubar o real frente ao dólar.

A moeda brasileira alcançou seu terceiro dia consecutivo de pior desempenho dentre um conjunto de 31 divisas globais.

O desempenho negativo do real ante ao dólar também superou ao de pares como o peso mexicano, que se desvalorizou 1,28% na semana.

Com um crescente desânimo interno aliado ao exterior mais averso ao risco, o dólar encerra em alta pela quarta vez, marcando sua maior alta em dois anos.

O conflito comercial entre Estados Unidos e China continua a impactar e indica uma aparente piora no humor global.

Por meio de uma agência de notícia estatal, a China afirmou que não pretende ceder às pressões feitas pelos EUA.

Por outro lado, a Casa Branca atrasou as tarifas de carros europeus em seis meses, ao mesmo tempo que aumentou a demanda por ativos portos-seguros, entre os quais os títulos de 10 anos do Tesouro americano.

Diante disso, dólar comercial subiu 1,62%, a R$ 4,0998 na compra e R$ 4,1019 na venda. O dólar futuro, por sua vez, subiu 1,2% a R$ 4,102.

O dólar também acumulou valorização semanal de 3,90%. Seu avanço, no entanto, não provocou uma intervenção do Banco Central.

A trégua no mercado de juros parece ter ficado para trás e os investidores adicionam prêmio de risco pelo segundo dia seguido, em um movimento intenso de alta nas taxas.

No mercado de juros futuros, os contratos deixaram a apatia de lado ante ao ambiente político.

DI:

O DI com vencimento para janeiro/2021 avançou sete pontos-base, totalizando 7,01%, ao passo que o DI janeiro/2025 avança de 8,72% para 8,86%.

Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, o comportamento nesta semana é resultado de dois componentes.

Primeiramente, a causa é externa, motivados pela disputa comercial inflamada entre China e Estados Unidos.

Posteriormente, o cenário local impacta com seu ambiente político negativo e compromete o avanço da reforma.

“Apesar disso, vemos que o mercado ainda não precifica possibilidade ou cenário de não ter reforma da Previdência. O que entra nos preços agora é uma reforma mais desidratada”, afirmou o estrategista.

Leia mais:

Ibovespa cai 4,5% na semana e renova mínima do ano; dólar bate maior alta em dois anos

Noticiário Corporativo: Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3)