Dólar retorna a R$4,06 em expectativa ao BCE

Acompanhando o otimismo do cenário doméstico, o dólar comercial recuou nesta quarta-feira (11), desvalorizando 0,64% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0650 na venda.

Destoando dos demais pares emergentes, o real pegou carona nos dados positivos nas vendas no varejo e ganhou terreno em relação à divisa americana, liderando os ganhos dentre as moedas mais líquidas.

No exterior, as expectativas ficaram centradas na reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que está prevista para acontecer amanhã.

Segundo analistas do Commerzbank, essa pode ser a decisão mais importante de 2019, porque o mundo está aguardando uma posição e, nos últimos dias, os dirigentes da instituição enviaram sinais conflitantes ao mercado, renovando o clima de incertezas.

Apesar de o dólar ter apresentado um comportamento misto de um modo geral, o sentimento predominante foi de apetite ao risco, como pode ser observado na alta das Bolsas emergentes.

E isso ocorreu devido ao alívio nas tensões promovidas pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, com a cúpula de Pequim se mostrando disposta a fazer novas concessões para concretizar um acordo.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros encerraram apresentando um desempenho misto, com as taxas de curto prazo subindo e as taxas de longo prazo declinando.

Os movimentos da renda fixa continuam sendo afetados pelas perspectivas de flexibilização das taxas de juros ao redor do mundo, sobretudo no Brasil, onde o cenário de corte já está desenhado.

O DI agosto/2020 subiu para 5,26% (5,19% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 6,64% (6,66% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 caiu a 7,13% (7,17% no ajuste anterior).