Dólar ronda R$4,18 com pressão negativa externa

O dólar comercial operava próximo à estabilidade nesta quinta-feira (14), reagindo à pressão negativa do exterior.

Novamente, as divisas latino americanas registravam perdas, precificando o aumento da aversão ao risco provocado pelas tensões políticas regionais.

Dentre as moedas globais mais líquidas, o peso chileno, o peso colombiano e o peso mexicano lideravam entre as divisas de pior desempenho.

O real mantinha certa estabilidade, apesar de alguns desfavorecerem sua valorização no curto prazo, como os juros mais baixos, a frustração com o leilão de cessão onerosa e os ruídos políticos.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China adicionava volatilidade ao câmbio, sobretudo, após o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, desmentir que a China teria se recusado a comprar quantidades fixas de produtos agrícolas.

Apesar de a notícia arrefecer os ânimos, os investidores continuam adotando posição de cautela à espera dos desdobramentos do acordo parcial.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,02% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1860 na venda.

Como resultado do aumento da pressão sobre o mercado local, os contratos de juros futuros operavam mistos, com as taxas de curto e médio prazo sofrendo leve recomposição do prêmio de risco.

O DI abril/2020 subia 0,11%, sendo negociado a 4,50% (4,49% no ajuste anterior) e o DI outubro/2022 avançava 0,36% sendo vendido a 5,63% (5,61% no ajuste anterior).