Dólar salta a R$4,04 com intensificação do risco no exterior

A piora do cenário externo gerada pelos dados decepcionantes na China e na Alemanha, reascendeu as preocupações sobre a desaceleração da economia global.

Da mesma forma, a inversão da curva de juros nos Estados Unidos acentuou os temores de uma recessão, já que o mesmo fenômeno antecedeu todas as crises anteriores.

Frente a este cenário, os investidores adotaram uma postura defensiva, alocando recursos em ativos mais seguros, o que levou à queda das moedas emergentes, como o real.

No fim da sessão regular, o dólar comercial saltou 1,81%, na cotação de R$4,0400 na venda, encerrando o primeiro pregão acima dos R$4 desde o dia 28 de maio.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentaram elevação nas taxas em todos os períodos, em atenção aos efeitos da aversão ao risco no exterior.

Alguns analistas já conjecturam que o agravamento do cenário internacional, com grande risco de recessão econômica, poderá fazer o Banco Central reconsiderar a abrangência do ciclo de cortes na taxa Selic até o final de 2019.

O DI março/2020 subiu para 5,37% (5,33% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 aumentou para 6,71% (6,61% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 disparou para 7,24% (7,16% no ajuste anterior).