Dólar salta a R$4,14 repercutindo Copom e exterior adverso

Em alta desde a abertura, o dólar registrava trajetória ascendente na paridade com as principais divisas mais líquidas, em um sinal claro de cautela devido à adversidade do ambiente externo.

Os Estados Unidos classificaram como “ato de guerra” os ataques à estrutura petrolífera da Arábia Saudita e estão atribuindo a responsabilidade pelo ocorrido ao Irã.

Como resposta, o país persa realizou ameaças veladas a Washington e seus aliados, dizendo inclusive, que está preparado para qualquer ofensiva.

Por aqui, as movimentações repercutiam exclusivamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,50%, passando ao nível de 5,5% ao ano.

Além disso, as perspectivas de continuidade do ciclo de flexibilização no curto prazo são muito sólidas, conforme o comunicado publicado ontem pelo Banco Central.

O câmbio local reagia negativamente à notícia, porque um cenário de juros mais baixos implica necessariamente na perda de atratividade da moeda brasileira para atividades de arbitragem.

Ás 12h26 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,97% contra o real, sendo cotado a R$4,1430 na venda, próximo à máxima do dia.

No sentido oposto, os contratos de juros futuros operavam em expressiva queda, com os investidores de renda fixa reduzindo suas posições líquidas vendidas em taxa, após precificar o afrouxamento monetário promovido pelo Copom.

O DI maio/2020 caía 2,87%, sendo negociado a 4,90% (5,05% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 declinava 2,57%, sendo vendido a 6,45% (6,61% no ajuste anterior).