Dólar salta a R$4,18 repercutindo baixa liquidez

O dólar comercial avançou 0,60% nesta segunda-feira (20), fechando na cotação de R$4,1890 na venda, em uma sessão de baixa liquidez.

Com os mercados norte-americanos fechados em função do feriado em homenagem a Martin Luther King, a moeda dos EUA se fortaleceu no exterior frente às principais moedas globais.

O sentimento de otimismo prevaleceu no mercado, estendendo a pressão sobre as divisas emergentes, sobretudo o real, que apresentou o pior desempenho em relação aos seus pares.

A percepção de que as economias americana e chinesa estão mais fortes contribuiu para a apreciação do dólar, que também valorizou contra a lira turca (0,44%) e o rand sul-africano (0,28%).

Por aqui, também pesou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao afirmar, novamente, que o cenário de dólar alto e juros baixos são o “novo normal” do ambiente macroeconômico do país.

No ano passado, quando ele fez essa análise pela primeira vez, a divisa americana superou o patamar de R$4,27, renovando as máximas históricas.

Contudo, é opinião majoritária que essa tendência de depreciação do real seja revertida ao longo do ano, tendo em vista os sinais positivos de retomada do crescimento e as expectativas de normalização do fluxo cambial.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram apresentando oscilações moderadas nas taxas curtas e intermediárias, reagindo à baixa liquidez da sessão.

As perspectivas benignas de inflação ficaram novamente no radar dos investidores, voltando a precificar nos DIs a redução de 0,25% na taxa Selic na próxima reunião de política monetária.

O DI outubro/2020 declinou para 4,30% (4,31% no ajuste anterior), o DI abril/2023 caiu para 5,77% (5,78% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 subiu para 6,78% (6,75% no ajuste anterior).