Dólar salta a R$4,19 renovando a máxima histórica de fechamento

O dólar comercial encerrou em leve alta nesta quinta-feira (14), sendo cotado a R$4,1930 na venda, alcançando o segundo maior valor de fechamento da história do plano real.

A cotação mais alta registrada até hoje foi de R$4,1957, anotada dia 13 de setembro de 2018, em meio às eleições presidenciais.

Em um dia de liquidez reduzida, as tensões na América Latina voltaram a impactar os movimentos do câmbio brasileiro.

Com destaque para o peso chileno, que acumulou desvalorização superior a 1%, mesmo com o leilão de swaps cambiais realizados pelo Banco Central do país.

Também operavam em território negativo o peso mexicano, o peso colombiano e o peso argentino, de modo que, em bloco, as moedas emergentes do eixo sul-americano declinaram na paridade com a moeda dos EUA.

O real, por ser uma das divisas mais líquidas da região, acabou se tornando um importante mecanismo de “hedge”, favorecendo as compras de dólar contra o real.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram mistos, após uma sessão de oscilações contidas, no último pregão da semana, em função do feriado de Proclamação da República amanhã.

Os investidores conseguiram ajustar os prêmios de risco ao longo da curva, retirando das taxas de longo prazo e adicionando às taxas centrais.

O DI outubro/2020 fechou estável na cotação de 4,51%, o DI outubro/2023 subiu para 6,04% (5,99% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caiu a 6,64% (6,67% no ajuste anterior).