Dólar sobe a R$4,09 com suporte do leilão no pré-sal

O dólar comercial seguia trajetória de alta nesta quinta-feira (07), influenciado pela decepção dos investidores com o resultado do segundo dia do leilão de cessão onerosa dos campos excedentes no pré-sal.

O mercado esperava que houvesse uma forte presença estrangeira na disputa, porém, somente a Petrobras, sozinha ou consorciada, apresentou propostas e arrematou blocos para exploração.

E mais uma vez, o governo teve seu planejamento frustrado, arrecadando menos do que havia projetado e encerrando o certame sem conseguir vender toda a oferta.

Como consequência, o câmbio local não receberá o ingresso de fluxo monetário na proporção prevista e isso deverá acentuar o movimento de valorização da divisa americana contra o real.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial valorizava 0,27% contra o real brasileiro, sendo cortado a R$4,0930 na venda.

A moeda dos EUA segue apreciando no ambiente interno, ao contrário de seu comportamento no exterior, que é de desvalorização em relação às divisas emergentes e ligadas às commodities.

Lá fora, o clima é positivo devido às novidades do acordo entre Estados Unidos e China, com autoridades do gigante asiático afirmando que houve um consenso entre os países para remover as tarifas impostas.

Já na renda fixa, os contratos de juros futuros seguiam o mesmo viés de alta, anotando reposição do prêmio de risco ao longo de toda a curva a termo.

As taxas de longo prazo acentuaram os ganhos com a saída de fundos de investimento e com o ajuste de posições defensivas compradas em dólar, após o resultado do leilão.

O DI outubro/2021 subia 1,02% sendo negociado a 4,93% (4,89% no ajuste anterior) e o DI julho/2028 aumentava 1,08% sendo vendido a 6,55% (6,60% no ajuste anterior).