Dólar sobe a R$4,16 com instabilidades políticas na América Latina

O dólar comercial anotou valorização de 0,58% no câmbio brasileiro, fechando na cotação de R$4,1660 na venda, longe da máxima alcançada no dia a R$4,1870.

A divisa americana devolveu praticamente toda a queda registrada na véspera, pressionado pelo sentimento de aversão ao risco que se abateu na América Latina, devido à instabilidade política na região.

Mesmo com os investidores avaliando que o contexto político no Brasil não é tão crítico quanto nos vizinhos, a moeda local acaba recebendo o impacto.

Dentre os pares regionais, o peso chileno recuou 2,48%, o peso colombiano desvalorizou 2,16% e o peso mexicano declinou 1,16%.

Sendo uma das dívidas mais líquidas, o real conseguiu desacelerar as perdas acompanhando o otimismo no exterior com as falas de Donald Trump.

O presidente dos EUA discursou dizendo que deseja que um acordo comercial seja concluído o mais rápido possível, contudo, ele só aceitará os termos se a proposta trouxer benefícios ao seu país.

Mesmo assim, a projeção para os próximos dias é que o dólar opere acima da fronteira psicológica de R$4, em função do resultado negativo do leilão de cessão onerosa.

Os contratos de juros futuros fecharam recomposição de prêmio nas taxas em todos os períodos, sobretudo nos vértices intermediários e mais longos da curva.

O comportamento da renda fixa foi fortemente influenciado pelos ruídos políticos locais e regionais, bem como as incertezas no comércio internacional, protagonizadas por Estados Unidos e China.

O DI julho/2020 subiu a 4,44% (4,41% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 saltou para 6,01% (5,87% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou a 6,53% (6,36% no ajuste anterior).