Dólar sobe a R$4,24 e fecha novembro com valorização de 5,7%

O dólar comercial voltou a subir contra o real nesta sexta-feira (29), encerrando na cotação de R$4,2400 na venda, alta de 0,55%.

Na semana, a divisa americana registrou um ganho de 1,14% e no acumulado do mês, a valorização foi de 5,73%, pressionando o real a apresentar o segundo pior desempenho dentre as 33 moedas mais líquidas.

O peso chileno liderou o ranking negativo, apurando a depreciação mensal de 8,53% e o peso colombiano ficou em terceiro lugar, perdendo 4,06% na paridade com a moeda dos EUA.

Esse resultado não é à toa, pois muitos países da América Latina têm passado por sucessivos episódios de instabilidades políticas e econômicas nas últimas semanas.

Porém, o movimento do câmbio local também foi muito influenciado pela baixa liquidez que atingiu os mercados em geral, devido ao feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA.

Mesmo com um ambiente mais propício à intensificação da queda, o real anotou um comportamento limitado, com oscilações entre R$4,20 e R$4,25, que deve atuar como o novo intervalo central.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em queda, com redução do prêmio de risco na ponta mais longa da curva a termo.

A percepção de que o Banco Central manterá as taxas mais baixas por um período prolongado prevaleceu nas operações, permitindo a correção das taxas após períodos sequenciais de alta.

O DI agosto/2020 subiu a 4,47% (4,45% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 caiu para 6,27% (6,28% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 desabou a 6,97% (7,01% no ajuste anterior).