Dólar sobe mais de 2% e fecha a R$4,08 com decepção na cessão onerosa

O dólar comercial registrou alta de 2,20% nesta quarta-feira (06), fechando na cotação de R$4,0820 na venda, próximo as máximas do dia.

As elevadas expectativas com o leilão de cessão onerosa do pré-sal cederam lugar à frustração de ver que a baixa participação de companhias estrangeiras não trará o fluxo de moeda que o câmbio local tanto esperava.

Com isso, os agentes do mercado já estimam que a divisa americana voltará ao patamar de R$4,10 nos próximos dias, podendo avançar a níveis mais altos até o final de 2019.

Disparadamente, o real foi a moeda que mais se depreciou em relação ao dólar nesta sessão, ficando em segundo lugar o peso colombiano, que anotou perdas de 0,81%.

Segundo as projeções do Credit Suisse, a disputa adicionaria ao país cerca de US$4,6 bilhões em liquidez, contudo, o resultado de hoje deve trazer apenas US$1,7 bilhão.

É um número substancialmente menor do que o estimado pelo governo e deve impactar em um ajuste de posições compradas em dólar, pressionando a divisa para acima da fronteira psicológica de R$4.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros também registraram aumento nas taxas em todos os períodos, com o leilão refletindo em uma inclinação ao longo da curva.

Com destaque para os vértices de longo prazo que observaram maior recomposição do prêmio de risco, acompanhando o comportamento de valorização da moeda dos EUA.

O DI abril/2021 ficou estável a 4,59%, o DI julho/2024 saltou para 6,02% (5,92% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 subiu a 6,44% (6,34% no ajuste anterior).