Dólar tem queda semanal de 2,15% e fecha a R$3,73 de olho no Fed

O dólar encerrou a semana registrando a maior queda (-2,15%) em cinco meses, com os investidores apostando que o Banco Central americano, Federal Reserve decidirá por um afrouxamento monetário.

O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a ideia de redução da taxa básica de juros nos EUA já na próxima reunião junto aos demais integrantes, prevista para acontecer no final de julho.

O fato pressionou a divisa americana, que se enfraqueceu contra as principais moedas emergentes, sobretudo, aquelas que operam no setor de commodities.

Por aqui, a aprovação da reforma da Previdência e o otimismo do mercado interno também contribuíram com o bom desempenho do câmbio.

No fechamento, o dólar comercial declinou 0,35% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7390 na venda.

Os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, embora tenham acumulado baixa durante a semana refletindo a votação da Previdência na Câmara e as perspectivas de redução da taxa Selic pelo Copom.

O DI junho/2020 ficou estável no preço de 5,56%, o DI julho/2024 subiu para 6,73% (6,72% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 aumentou para 7,05% (7,01% no ajuste anterior).

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