Dólar ultrapassa a marca de R$4 com aversão ao risco no exterior

Depois de experimentar uma sessão de alívio, o clima de aversão ao risco voltou a assombrar o mercado de câmbio nesta quarta-feira (14).

Os dados mais fracos da atividade industrial chinesa e a decepção com o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha acentuaram as preocupações sobre o ritmo de desaceleração da economia global.

Além disso, os juros dos títulos americanos T-notes de 2 a 10 anos novamente anotaram inversão do rendimento, sinalizando um cenário de recessão econômica próximo.

Os investidores reduziam a exposição a ativos emergentes, buscando alternativas mais seguras, o que culminou no fortalecimento da divisa americana contra as demais moedas.

Ás 12h25 (horário de Brasília), o dólar comercial saltava 1,08% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0110 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros acompanhavam a valorização de câmbio e apresentavam elevação nas taxas ao longo de toda a curva a termo.

O DI abril/2020 subia 0,38%, sendo negociado a 5,34% (5,31% no ajuste anterior), o DI janeiro/2027 saltava 1,12%, sendo vendido a 7,25% (7,16% no ajuste anterior).