Dólar volta a R$4,21 com atuação do Banco Central e dados dos EUA

O dólar comercial encerrou em queda nesta segunda-feira (02), o primeiro pregão de dezembro, sendo cotado a R$4,2120 na venda, rondando a mínima do dia.

Depois de flertar com o topo em R$4,28 na última semana, a divisa americana voltou à casa dos R$4,20 com nova intervenção do Banco Central por meio de mais um leilão de recursos à vista.

Outro fator que também pressionou o enfraquecimento do dólar foi a divulgação dos indicadores que mensuraram o desempenho da indústria norte-americana, em novembro.

Segundo o Institute for Suplly Management (ISM), o setor fabril dos EUA caiu para 48,1 pontos durante o mês, sinalizando contração nas atividades, já que a leitura ainda está abaixo de 50.

Com isso, o dólar se depreciou frente à 24 dentre as 33 principais moedas globais mais líquidas, principalmente, as emergentes e atreladas às commodities.

O destaque da sessão vai para o florim da Hungria (+1,41%) e para o dólar neozelandês (+1,32%), que lideraram os ganhos.

A depreciação do real de quase 7% no mês de novembro, despertou interesse nos investidores, devido ao potencial de recuperação da moeda nos próximos dias.

No sentido contrário, os contratos de juros futuros fecharam com aumento nas taxas ao longo da curva, refletindo os sinais de aceleração da economia brasileira.

As vendas fortes no Black Friday e o crescimento do setor industrial brasileiro para 52,9 pontos, conformam um cenário encorajador para adição de prêmio de risco aos DIs.

O DI outubro/2020 subiu a 4,59% (4,55% no ajuste anterior), o DI julho/2024 avançou para 6,44% (6,42% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 cresceu para 6,88% (6,85% no ajuste anterior).