A saúde econômica do Brasil entre os principais indicadores econômicos da semana

Saem muitos indicadores econômicos relevantes na primeira semana de dezembro que podem indicar sobre a saúde econômica do Brasil.

Além do tradicional Relatório Focus, do Banco Central, serão publicados nesta segunda-feira (2) o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), pela FGV, e o indicador de confiança do consumidor, produzido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI.

Amanhã, o IBGE publica os números oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) em seu relatório das Contas Nacionais Trimestrais.

Posteriormente, na quarta-feira (4), o mercado monitora os dados da Produção Industrial Mensal (PIM), que será divulgada pelo IBGE.

Por fim, na sexta-feira (6), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro ganha o seu devido destaque.

Dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelam que o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista avançou 0,7% em outubro, frente a setembro.

Outro indicativo recente da saúde econômica do Brasil é a Incerteza da Economia (IIE-Br), que contraiu 6 pontos em novembro.

Assim, o índice chegou aos 105,1 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2018, segundo informou a Fundação Getulio Vargas.

Lá fora, os Estados Unidos divulgam hoje o Índice de Gestores de Compras (PMI) no Setor da Manufatura do Markit.

Assim também, a zona do euro revela um avanço de 45,9 do PMI em outubro para 46,9 em novembro.

Na sexta-feira (29), o Escritório de Estatísticas da Alemanha revelou que as suas vendas do varejo regrediram 1,9% em outubro.

O resultado, em termos reais, representa a maior queda desde dezembro do ano anterior.

Ademais, a Índia divulgou ao mercado uma contração de 4,5% no crescimento econômico medido pelo PIB da região do 3T19.

Nesse sentido, este é o nível mais baixo registrado em seis anos, embora o governo refute o risco de recessão.

A semana inicia mais otimista lá fora devido aos bons dados reportados na Europa e China. O PMI chinês, da zona do euro e da Alemanha, por exemplo, vieram acima do esperado. O índice de manufaturas chinês subiu para 50,2 (expectativa era de 49,5), de serviços foi para 54,4 e o Caixin industrial alcançou 51,8. Foi a primeira vez que o PMI industrial ficou acima de 50 desde abril (o que é sinal de crescimento). Os dados retiram, ao menos por enquanto, o temor de recessão no curto prazo. Por outro lado, os chineses deverão impor algum tipo de sanção aos EUA após o apoio que o país deu aos manifestantes em Hong Kong, mas que não deve atrapalhar que o acordo, em primeira fase, seja assinado entre os dois países.

Por aqui, só a reforma da Previdência aprovada não é o suficiente, precisamos das demais reformas. De acordo com Paulo Guedes, o timing foi prejudicado devido aos protestos pela América Latina, que apesar de não termos o indício de que manifestações ocorreriam, Guedes afirmou que o ambiente político foi contaminado. Agora, com o recesso parlamentar chegando, é esperar que em 2020 a agenda de reformas seja tocada com diligência.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos