Agenda econômica tem balanços, PIB alemão, produção industrial e mais destaques

Nossa agenda econômica tem como destaque a continuidade da temporada de balanços.

São esperados os números de diversas companhias nesta quarta-feira (14), com destaques para Embraer (EMBR3), Cemig (CMIG4) e JBS (JBSS3).

Na Europa, o dia começou no negativo após o PIB do segundo trimestre da Alemanha sofrer uma contração de 0,1%.

Além disso, a nova estimativa do PIB da zona do euro confirmou que o bloco cresceu 0,2% no mesmo período.

Em contrapartida, os números de produção industrial de junho retraíram 1,6% ante maio, superando as projeções de declínio de 1,2%.

No Reino Unido, a inflação anual passou de 2% (junho) para 2,1% em julho, contrariando expectativas de recuo a 1,9%.

A agenda econômica europeia tem ajudado a impulsionar a libra esterlina e o CPI britânico voltou a superar a meta de inflação de 2% do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

Na China, sua produção industrial apresentou expansão anual de 4,8%, ficando bem abaixo do aumento previsto (5,9%) por analistas.

As vendas no varejo, por sua vez, subiram 7,6% no mesmo período, ante expectativa de alta de 8,5%.

Os dados ruins costumam gerar expectativas de que Pequim seja mais agressiva em sua política de estímulos monetários e fiscais.

Na Argentina, o uso da capacidade instalada da indústria regrediu para 59,1% em junho, nível inferior aos 61,8% registrados na comparação anual, segundo dados divulgados pelo Instituto de Estatística e Censos (Indec) do país.

Revezamento de revezes

Seguindo o revezamento de uma tensão vindo de um canto diferente do mundo por dia, hoje é a vez da China. O gigante asiático reportou desaceleração de sua produção industrial. O número esperado era de +5,9 por cento e veio em apenas +4,8 por cento em julho, é a menor alta da indústria no país desde 2002. Os dados não devem passar em branco aos investidores que já estão em busca de ativos seguros como o iene e o franco suíço. Ao menos ontem a sinalização de que Trump adiou a imposição de tarifas para 155 bilhões de dólares de produtos chineses (para não prejudicar as compras de Natal dos americanos), mostrou que haverá diálogo. Uma conversa entre os dois países nas próximas semanas é o ponto de alívio nessa história toda. Mas com Trump na mesa de negociações, tudo é possível, por isso a cautela dos chineses só aumenta a cada nova fala, mas que não podem descuidar de seus dados fracos já prejudicados pela guerra comercial.

Na Argentina, o índice Merval se recuperou ontem subindo mais de 10 por cento, apesar do peso continuar afundando mesmo em meio a medidas do banco central para tentar conter a desvalorização da moeda. Mas Macri ainda não desistiu, deve anunciar um pacote de medidas mais populista para reverter os votos. Por aqui, foi aprovada esta noite a medida provisória da Liberdade Econômica, que reduz a burocracia e limita o poder de regulação do Estado, porém com mudanças que retiram itens trabalhistas.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos