Agenda econômica tem decisão de política monetária do BCE, dados de serviços e mais

A decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) é o grande destaque da agenda econômica nesta quinta-feira (12).

Parte do mercado aposta na manutenção da taxa principal, embora a taxa de depósitos possa contrair de -0,4% para -0,5%.

Há também expectativas pelo relançamento de um programa de compra de ativos, de acordo com a publicação da Bloomberg Economics.

Mario Draghi, o presidente da autoridade monetária, fala posteriormente sobre a decisão anunciada.

Ademais, a produção industrial da zona do euro caiu 0,4% em julho ante junho, segundo a Eurostat.

Nossa agenda econômica local tem como destaque a pesquisa mensal do setor de serviços de julho, publicado pelo IBGE.

Nos Estados Unidos, sai o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), assim como os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.

Morde e assopra

Em mais um episódio da estratégia “morde e assopra” de Trump, ontem ele decidiu adiar a imposição da sobretaxa de 30 por cento em 250 milhões de dólares de produtos chineses. A China já havia retirado alguns produtos da lista de tarifas que entrariam em vigor no dia 17. Ou seja, os dois países sabem o quão prejudicial as taxações são para ambas as economias (que são muito interdependentes). Por isso, quando enxergam que foram longe demais, dão leves recuos nas ameaças e dão esperança de um acordo aos investidores. É um respiro nos dias mais tensos.

Além disso, outro ponto de atenção são os bancos centrais. Hoje é dia de anúncio do pacote de estímulos do BC europeu. A expectativa de que os estímulos sejam consideráveis, um real afrouxamento monetário, diante das economias europeias já fragilizadas, é grande.

Por aqui, o assunto é Brasília. Mais uma vez, não podemos deixar de acompanhar o que acontece no cenário político. Ontem, o diretor da Receita Federal, Marcos Cintra, foi demitido por Bolsonaro. O motivo seria por divergências no projeto de reforma tributária e por ter tratado sobre a CPMF enquanto o presidente ainda está internado. A ver como será o desenrolar do tributo que não está agradando.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos