Aumento de gastos da União pagaria nove anos do Bolsa Família

Segundo um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça feira (17), o aumento das despesas obrigatórias irá superar o teto de gastos até 2020, ao avançar R$ 266,2 bilhões desde 2016.

As previsões do Ministério da Economia obtidas pelo veículo indicam que este montante seria suficiente para arcar com nove anos do programa Bolsa Família.

Com o avanço, as despesas obrigatórias, que abrangem os salários dos servidores e aposentadorias, e investimentos e recursos para bolsas de estudo, atingirão 93% do Orçamento da União em 2020.

Para se ter uma noção do crescimento destes gastos, em 2016 as despesas com o pagamento de pessoal eram de R$ 257,87 bilhões e chegarão à R$ 336,62 bilhões no ano que vem, uma diferença de R$ 78,75 bilhões.

A folha de pagamento está ocupando 22,75% do Orçamento. A proporção em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) também subiu de 4,1% para 4,5% no mesmo período.

Para reverter esta situação, o governo pretende utilizar a reforma da Previdência para atacar as despesas com pessoal. Além disso, uma proposta de reforma administrativa também está sendo elaborada pela equipe econômica, e tem o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

‘’Os gastos com pessoal também são os principais alvos dos chamados “gatilhos”, medidas do ajuste fiscal, que o governo quer acionar mais rapidamente para frear o avanço das despesas obrigatórias’’, explicou o Estado.

Os dados do governo mostram ainda que a fatia das despesas previdenciárias dentro do teto avançará 5,5 pontos porcentuais no período de 2016 a 2020, pulando de 40,6% para 46,1%. No período, passam de R$ 507,87 bilhões para R$ 682,68 bilhões.