Dados da economia chinesa frustram expectativas, pesam nos mercados e fazem mais urgente acerto com EUA

Dados de atividade econômica da China de setembro divulgados na noite de ontem frustraram as projeções, com o crescimento da formação bruta de capital fixo registrando sua pior leitura em 21 anos, em mais um sinal da necessidade de chineses e americanos se acertarem e acelerarem a assinatura da fase I de um acordo comercial antes do final do ano.

Segundo o governo chinês, a produção industrial subiu 4,7% na base anual, abaixo do consenso de 5,4%; as vendas no varejo cresceram 7,2%, ante projeção de 7,9%; e o investimento em ativos fixos avançou 5,2% nos primeiros dez meses –pior leitura para o indicador desde 1998. Os dados indicam que os principais motores da economia chinesa mostram sinais de cansaço na esteira de 18 meses de guerra comercial com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que se evidencia a desaceleração na segunda maior economia do mundo, a inflação ao consumidor acelera, impulsionada pelo aumento dos preços da carne suína.

“Existem muitas incertezas externas: questões cíclicas domésticas coincidiram com questões estruturais”, disse Liu Aihua, porta-voz do departamento de estatística, a repórteres na quinta-feira, segundo o The Wall Street Journal. “Os riscos e desafios que estamos enfrentando não podem ser subestimados”.Os dados pesam no sentimento, e as bolsas caem, os ativos de risco mancam e o ouro avança. Some a isso as manchetes que apontam para uma piora no ambiente para assinar um acordo comercial limitado entre o país asiático e os Estados Unidos e o dia deve mostrar uma realização nos mercados. O futuro do Dow Jones Industrials recua 0,07%, enquanto o iuan chinês se fortalecia 0,03% ante o dólar.