Discussão sobre ‘nova macro’ chega ao Brasil; mundo afora, gestores reagem com críticas

O economista brasileiro André Lara Resende recentemente escreveu em coluna no Valor Econômico: “O arcabouço conceitual que sustenta as políticas macroeconômicas está prestes a ruir. O questionamento da ortodoxia começou com alguns focos de inconformismo na academia. Só depois de muita resistência e controvérsia, extravasou os limites das escolas.” Para ele, e muitos professores Brasil e mundo afora, há uma espécie de “nova macroeconomia” que é capaz de explicar fenômenos incompatíveis com o antigo paradigma.

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Segundo ele, a nova macroeconomia (que em alguns casos é chamada de teoria monetária moderna) ajuda a entender melhor porque a inflação se situa abaixo das metas nas economias avançadas, mesmo depois do prolongado aumento da base monetária em anos recentes.

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A teoria monetária moderna defende um preceito fundamental em particular: países que se endividam em sua própria moeda não precisam se preocupar excessivamente com seus níveis de endividamento, porque a chance de eles falirem é quase nula. Por isso, eles continuam a receber apoio – e dinheiro – dos participantes no do mercado de títulos e dos formuladores de políticas.

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‘LIXO’

No entanto, essa teoria está sendo atacada por todos os lados: o “rei dos bonds”, Jeffrey Gundlach, sócio gestor da DoubleLine Capital, chamou a teoria monetária moderna de “absurdo completo” para justificar um programa socialista. Economistas dos maiores bancos centrais, de forma discreta, têm levantado a bola de que a nova macro oferece argumentos arriscados, se não perigosos. Larry Fink, o diretor-presidente da BlackRock, a maior gestora independente do mundo, qualificou a nova macro como “lixo”.

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Na madrugada de hoje, o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, descreveu a nova macro como uma ideia extrema – mesmo apesar de o Japão ser o garoto-propaganda de que níveis de endividamento são cada vez mais irrelevantes.

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A dívida pública bruta do governo do Japão é mais do que o dobro da dos EUA como parcela do PIB, de aproximadamente 240%. A taxa de juros do título japonês de dez anos está abaixo de zero, contra uma inflação anual de 0,8%.

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