Economia chinesa deve enfrentar novas pressões, diz o Li Keqiang

Em uma coletiva de imprensa ao final da sessão no Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, afirmou que o governo vai considerar reduzir as taxas de juros e as taxas das reservas compulsórias dos bancos para limitar novas pressões sobre a economia. Ele acrescentou que Pequim precisará manter o crescimento do país em um intervalo razoável se quiser evitar demissões em massa, tendo em vista o cenário de desaceleração global.

A economia da China teve em 2018, o crescimento mais lento das últimas três décadas, e a situação permanece em 2019. No começo do mês de março, o governo cortou impostos do setor industrial e aplicou outros estímulos visando dar uma resposta rápida à desaceleração latente das atividades. Além disso, houve o aumento das emissões de títulos públicos para atrair recursos que serão destinados a investimentos em infraestrutura.

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Li também comentou que para compensar a perda de receitas decorrente da aplicação das medidas, o governo central arrecadou aproximadamente 1 trilhão de yuans (US$148,8 bilhões de dólares) ao cobrar dividendos mais altos das instituições financeiras estatais e outras empresas vinculadas ao estado. Da mesma forma, foram planejados novos cortes de gastos governamentais em todos os níveis da administração pública.

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Por último, o primeiro-ministro ressaltou que sua posição é otimista em relação ao impasse com os Estados Unidos e que ele espera que os dois países possam chegar a um acordo comum que traga benefícios comerciais a ambos os lados.