Investimentos crescem no Brasil em 2019, mas ficam abaixo do esperado

Um levantamento divulgado pelo jornal Valor Econômico nesta terça feira (13), com base em dos relatórios de administração publicados pelas empresas, mostra que de 30 companhias do setor industrial que já divulgaram balanços, 18 aumentaram os investimentos no primeiro semestre em média 8,5%.

Os investimentos para este ano foram revistos por grande parte das empresas, e, segundo o veículo, esta tendência é um efeito gerado em exportadores brasileiras por conta da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

O caso que mais retrata os impactos das tensões comerciais é o da Suzano, que reduziu em R$ 500 milhões a previsão de aportes. Com as incertezas, os chineses (maiores compradores de celulose do mundo) decidiram usar volumes que estavam estocados, o que gerou uma sobreoferta de fibra e uma forte queda dos preços do produto nos mercados internacionais.

Outro fator que impactou as empresas foi o baixo nível de recuperação da economia doméstica. Entre as companhias que reduziram suas expectativas estão Braskem, Suzano, Gerdau, Usiminas e Petrobras.

‘’A Gerdau, por exemplo, atribuiu a revisão do orçamento para este ano, em R$ 400 milhões, à lenta retomada da economia brasileira. Inicialmente, a siderúrgica previa desembolsar R$ 2,2 bilhões em suas operações em 2019. Agora, deve investir R$ 1,8 bilhão e a revisão vai atingir projetos de aumento de capacidade no Brasil, entre os quais o de bobinas a quente’’, informou o Valor.