IPC da 1ª quadrissemana de outubro desacelera frente a setembro; IPCA e mais indicadores

O IPC da 1ª quadrissemana de outubro subiu 0,2%, desacelerando frente ao resultado de setembro, quando contabilizou 0,33%. O índice publicado nesta manhã pela Fipe mede a inflação em São Paulo.

Logo mais, o IBGE informa o resultado do IPCA, inflação oficial do governo, referente ao mês de setembro. Posteriormente, o Banco Central divulgará a posição de câmbio dos bancos.

Além de divulgar o IPC da 1ª quadrissemana do mês, a Fundação de Pesquisas Econômicas revelou ainda que o preço médio dos imóveis residenciais no Brasil contraiu 0,15% em setembro, após subir 0,06% em agosto.

Entre janeiro e setembro, no entanto, houve u crescimento de 0,17%. E nos últimos 12 meses, a alta atingiu 0,28%.

Nos Estados Unidos, saem os dados de estoques no atacado, assim como o relatório Jolts sobre o mercado de trabalho.

Ainda pela manhã, o DoE informa os dados de estoques de petróleo, gasolina, destilados, produção e utilização das refinarias.

São aguardados ainda a ata da última reunião do Fomc e a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Renovando as esperanças

Como os bancos centrais irão tentar conter os efeitos de uma guerra comercial, de um possível fim de ciclo de mais de dez anos de crescimento mundial ou ainda de uma nova realidade de taxas de juros baixas e inflação mirrada, são sempre notícias aguardadas pelos investidores. Todos os estímulos monetários para que o crescimento continue (ainda que menor) são bem-vindos. Ontem, por exemplo, Jerome Powell disse que deve voltar a comprar títulos do governo dos Estados Unidos (Treasuries). Veja bem, o termo Quantative Easing (QE), para nós, o afrouxamento monetário, ainda não foi utilizado, o que deixa espaço para que este seja apenas um primeiro passo. E hoje pela tarde é divulgada a ata da última reunião do Fomc. Mas é difícil estimular a economia quando o próprio EUA está disposto a diminuir o fluxo de investimentos do país para a China. Ainda assim, o dia é de recuperação com esperança de que a nova rodada de conversas que inicia amanhã traga pequenos avanços na relação entre os dois países.

Por aqui, os parlamentares chegaram a um acordo sobre cessão onerosa, agora deve seguir para a votação na Câmara hoje e no Senado na próxima semana, o que abre espaço para o maior leilão de uma série de ofertas de petróleo que pode começar já amanhã. Além disso, Bolsonaro e o seu partido, PSL, não estão nos melhores dias. Por ora, com a agenda sendo cumprida, não deveremos sentir respingos da relação mais conflituosa, mas não deixa de ser mais um ponto a ser monitorado.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos