Mercado de capitais é a grande oportunidade do Brasil

Estamos diante de um momento singular para o Brasil retomar o caminho do crescimento sustentável. Este é o melhor momento para o país fazer uma correção de rotas, reduzindo o peso do estado nas atividades econômicas, permitindo uma atuação mais ampla da iniciativa privada e do mercado de capitais, sem o qual é impossível alçar um ritmo de desenvolvimento econômico perene.

Os desafios são intensos, mas o país precisa seguir adiante com as políticas de ajuste fiscal e concluir as reformas econômicas necessárias para resgatar a confiança da comunidade em geral: investidores, empresários, consumidores. Não será fácil já que precisará ser aplicado um saneamento rígido das contas públicas, com cortes profundos na estrutura do estado e concretização de reformas impopulares e de complexa aprovação, como as reformas tributária e da previdência.

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Mas não há outro caminho! O governo precisa criar condições para que o estado não absorva a maior parte da riqueza produzida, seja por meio de impostos ou emissões disparadas de títulos da dívida pública. Quanto menos o ente político retirar da sociedade, mais espaço sobrará para atuação das empresas na emissão de títulos para financiamento de seus projetos.

Quanto mais arrojada a atuação do mercado de capitais, mais investidores serão atraídos, mais empregos serão gerados e, como resultado, mais impostos serão recolhidos pelo governo. E nisso se justifica a importância da agenda pró-mercado. Ela fomentará ações para aumento do número de investidores e de emissões para captação de recursos e aumento da liquidez como um todo. Os recursos que precisamos para dar início a uma nova temporada de desenvolvimento estão na iniciativa privada e demandam um ambiente estimulante para serem aplicados.

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Vale a pena avaliar o caso dos países que investiram em fontes de financiamento de longo prazo provenientes do setor privado e obtiveram melhorias significativas, como Chile, Austrália e Malásia. O estudo “Mercado de capitais: caminho para o desenvolvimento” realizado em conjunto por Anbima e B3 ilustra com detalhes a situação. Tomando como base simulações realizadas pela Accenture, o estudo sinaliza para a criação de 1,7 milhão de empregos no país até 2022, caso ocorresse o fortalecimento do mercado brasileiro de capitais.

Teríamos um aumento de 21% no volume de investimento, chegando a um valor adicional de R$294 bilhões, além dos aportes que já estão projetados para os próximos cinco anos. A aplicação nos setores de eletricidade, saneamento, telecomunicações e transporte cresceria em torno de 18,2%, atraindo um montante de R$89 bilhões além do previsto, além da expansão de 12,1% no PIB per capita, levando-o a alcançar a faixa de R$38,8 mil.

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Com a entrada de tamanho volume de recursos, certamente o estado poderia investir em áreas centrais para o bem-estar da população como saúde, educação, segurança e demais aspectos ligados à infraestrutura. E no final, todos sairiam ganhando, o mercado, os investidores, os empresários, os funcionários e o Brasil!