‘’Nova CPMF’’ terá imposto de 0,4% sobre saques e depósitos

Em sua proposta de reforma tributária, o governo pretende adotar um modelo com alíquota inicial para saques e depósitos em dinheiro de 0,4%. Esta cobrança vem sendo comprada a antiga CPMF.

Para pagamentos no débito e no crédito a alíquota inicial deve ser de 0,2% a cada transação.

O governo pretende crescer ambas as taxas após a criação, uma vez que a ideia é usar o imposto para substituir gradualmente a tributação sobre os salários, o que é considerado pela equipe econômica uma trava para a geração de empregos.

Para o secretário especial adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, com a substituição da tributação sobre folha de pagamentos pelo novo imposto, a seguridade social acabaria sendo bancada pela população como um todo.

Silva acredita que a reforma também irá propor benefícios como ampliação da faixa de isenções e reembolso de impostos à baixa renda.

Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, este projeto sofre dificuldades para caminhar na casa. “A CPMF tem pouco apoio entre aqueles que conhecem a questão tributária, não sei se esse é o melhor caminho para resolver os custos com mão de obra.”

A equipe econômica o chama de imposto sobre transações financeiras (ITF) e ele é bastante polêmico entre os economistas e especialistas em questões tributárias de modo geral.

Seus defensores afirmam que o ITF apresenta um baixo custo administrativo, e que serve para tributar a economia informal.