PIB do 3T19 deve crescer 0,4%; balança comercial de novembro desaponta e mais indicadores

Hoje, o PIB do 3T19 é o principal indicador. Especialistas consultados pela Bloomberg estimam alta de 0,4% na base trimestral.

Ontem, o governo federal divulgou uma correção para cima no registro das exportações de setembro a novembro.

Em função de uma falha humana, houve uma subnotificação de US$ 6,488 bilhões, que contribuiu, de forma negativa, para o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente.

Assim, as exportações aumentaram em US$ 1,368 bilhão (setembro) e US$ 1,345 bilhão (outubro), conforme divulgou o Ministério da Economia.

Com a correção, a balança comercial brasileira contabilizou um superávit de US$ 3,428 bilhões para o mês de novembro.

Mesmo assim, esse foi o pior desempenho para o mês desde 2015 (quando a balança comercial contabilizou US$ 1,177 bilhão).

Entre janeiro e novembro de 2019, o superávit chegou a US$ 41,079 bilhões, o que representa uma contração de 21,1% frente aos onze primeiros meses correntes de 2018.

Assim também, foi o desempenho mais fraco para o período desde 2015 (+US$ 13,3 bilhões).

No exterior, os investidores devem monitorar os desdobramentos da possível retomada da cobrança de sobretaxas sobre aço e alumínio, enquanto o Chile repercute a queda de 5,4% no índice mensal de atividade econômica (Imacec) de outubro, impactado pelos protestos na região que tiveram início em 18 de outubro. Na comparação anual, a contração foi de 3,4%.

A tensão voltou a predominar nos mercados, tendo como protagonista, Trump. Após a fala de que irá impor sobretaxas ao aço e alumínio argentinos e brasileiros (nem fez cócegas ao bom humor local), chegou a vez da França. Paris resolveu taxar produtos tecnológicos e agora os EUA estudam impostos sobre 2,4 bilhões de dólares em produtos franceses. Ademais, Trump afirmou que é melhor aguardar as eleições americanas antes de fazer um acordo com os chineses. Enquanto os próprios chineses já desejam algum tipo de acordo por agora, mas que também estão avaliando uma forma de sanção ao apoio que o país fez a Hong Kong. Parece que Trump voltou com tudo e está disposto a começar uma nova onda de taxas e retaliações.

Por aqui, o Banco Central prontamente respondeu às ameaças de Trump (aço e alumínio) afirmando que o câmbio é flutuante e ninguém está deixando o Real mais fraco em comparação ao dólar. Além disso, às 9h o nosso PIB do terceiro trimestre será divulgado e a expectativa de que um número surpreendente seja divulgado é alta, que conta com a construção civil, produção nacional, investimentos fixos e consumo interno.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos