Reforma rápida e sem diluição não deve acontecer, diz Coinvalores; apoio tem espaço para crescer

Convém não alimentar muita esperança de tramitação rápida da reforma da Previdência, cujo pontapé inicial veio da instalação, ontem, da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados. Para a equipe de gestores do fundo de ações da Coinvalores, a proposta deve consumir o ano inteiro para cumprir todo o rito exigido. Assim como boa parte dos investidores, eles também dizem que “uma proposta final que fique entre 60% a 70% da atual seria considerada uma boa reforma e teria boa aceitação junto aos agentes de mercado.”

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O receio fica por conta de uma possível diluição exagerada da proposta, o que reduziria a condição de a reforma dar novos rumos para a crise fiscal brasileira, destacam. Na prática, isso quer dizer um aperfeiçoamento da reforma para uma economia de até R$600 bilhões. No entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes já avisou que o mínimo é a economia prevista de R$1 trilhão: “Se o Congresso colocar em R$500 bilhões, não tem problema nenhum. Compromete as futuras gerações, pois não farei capitalização e manteremos o sistema atual,” disse. Naturalmente ele jamais dirá que apoia uma desidratação no texto, ainda mais antes de o jogo efetivamente começar. Atenta a esse prenúncio de cabo de guerra, a estratégia da Coinvalores segue com posição relevante no setor de bancos, vislumbrando também retomada mais forte do crédito e bons resultados.

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Hoje matéria do Valor Econômico, baseada em uma sondagem com parlamentares, disse que o texto da reforma enviado pelo governo à Câmara tem o apoio incondicional de 95 deputados federais. Outros 54 concordam com grande parte da redação, mas têm restrições a aspectos da proposta. Assim, se fosse levada hoje à votação em plenário, a proposta teria, pelo menos, 149 votos favoráveis. O governo tem amplo espaço para buscar apoio, porque 220 deputados são classificados como indefinidos. Outros 144 deputados, majoritariamente os de oposição, são contrários à reforma. O mercado pode reagir às informações.

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CCJ

Após ser escolhido presidente da CCJ, o primero pit stop do processo de aprovação da paura na Câmara, o deputado Felipe Francischini apelou ao consenso quanto a tramitação. Ele prometeu conversar individualmente com todos os membros da comissão até 20 de março, quando deve chegar o projeto de mudança nas aposentadorias dos militares, na expectativa de ter um acordo sobre rito de aprovação da matéria na CCJ.

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Francischini também deve discutir com seus pares a escolha do relator da reforma: ele gostaria de um deputado experiente e com conhecimento da pauta. O prazo de cinco sessões para admissibilidade começa a contar a partir de hoje. Porém, há diferenças: alguns parlamentares defendem que esse prazo comece a correr somente na quarta próxima – o que o mercado não gostaria muito.

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