Títulos públicos federais de longo prazo lideram ganhos da renda fixa

Os títulos públicos federais de longo prazo lideram ganhos da renda fixa, de acordo com o Boletim de Renda Fixa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A publicação informa ainda que os respectivos títulos de longo prazo registraram as melhores rentabilidades do primeiro semestre em 2019.

O IMA-B5+, índice que reflete o retorno médio das carteiras de NTN-Bs (atualmente conhecidas como Tesouro IPCA+ no site do Tesouro Direto) acima de cinco anos, valorizou 21,12% entre janeiro e junho, alcançando seu maior resultado (no período) desde 2007.

O IMA-B5+ acompanha todas as NTN-Bs do Tesouro de todos os vencimentos em circulação no mercado com prazo superior a 5 anos.

Segundo o boletim, a redução da taxa de juros é a explicação para essa rentabilidade, uma vez que valoriza os papéis antigos em circulação no mercado, que pagam juros maiores.

Em contrapartida, os demais indicadores que também acompanham os papéis de longo prazo, como o IRF-M1+ e o IMA-B5, tiveram rentabilidades médias (8,35% e 7,28%, respectivamente).

Para o gerente de Preços e Índices da ANBIMA, Hilton Notini, as expectativas pela reforma da Previdência e para um novo corte na Selic tiveram grande impacto nos ativos do primeiro semestre deste ano.

“Principalmente nos de longo prazo, que são mais sensíveis à atividade fiscal”, afirmou.

Conforme publicação, a procura maior dos investidores por ativos de renda fixa impactou diretamente a rentabilidade dos ativos corporativos no referido período.

No início do mês, a Folha de S. Paulo afirmou que ‘’grandes investidores redobraram suas apostas na queda acentuada e de longa duração dos juros básicos do país”.

Com isso, especialistas afirmam que, “para conseguir rentabilidades mais polpudas, investidores precisarão migrar para investimentos mais arriscados’’.