Verba de universidades federais após cortes é a menor disponível desde 2008

Com os cortes de 30% impostos às instituições de ensino federais pelo governo de Jair Bolsonaro, a verba livre que restou a estes centros é a menor em valores corrigidos pela inflação desde 2008. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta sexta feira (17).

O Tesouro Nacional deixou disponível para o custeio e os investimentos dessas instituições apenas R$ 5,2 bilhões este ano, um valor abaixo da época em que o presidente Lula dava os primeiros passos para a expansão do sistema de ensino superior público, através do chamado Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).

Nos 68 centros ligados ao Ministério da Educação, os gastos de caráter obrigatório (destinados a salários e aposentadorias de professores e servidores administrativos) saltaram de R$ 22,8 bilhões, em 2007 (valores atualizados pelo IPCA), ano de lançamento do Reuni, para R$ 38,1 bilhões em 2019, não sujeitos aos cortes.

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O aumento da verba destinada para funcionários também foi acompanhado de mais dinheiro para custeio e investimento em infraestrutura.

Caso o arrocho atual seja mantido até dezembro, será ainda mais agudo do que o feito no governo de Dilma Rousseff, de 15,5%. Os desembolsos hoje autorizados estão em 26,1% do montante de 2018.

É insustentável manter as universidades funcionando com esta renda, afinal o número de alunos passou de 600 mil em 2008 para 1,1 milhão em 2017, uma alta de 87%. Logo, é notável que durante este período foram necessários mais investimentos com aumento do corpo docente, instalações e outros.

Simplesmente forçar que todos que dependem disso se contentem com uma esta cifra é um desrespeito com o sistema educacional brasileiro, é fechar os olhos para o progresso que estava em andamento.