Aprovado: novo plano de negócios da Petrobras prevê aporte de US$ 84 bi até 2023. Desinvestimentos devem atingir US$ 27 bi

Na manhã desta quarta-feira (5) a Petrobras tornou pública a aprovação dada pelo conselho de administração do seu Plano Estratégico 2040 e do Plano de Negócios e Gestão para 2019-2023, em reunião realizada ontem e encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Sua carteira de investimentos do PNG 2019-2023 totaliza US$ 84,1 bilhões, de acordo com a própria estatal – número que supera o volume previsto anteriormente, de US$ 74,4 bilhões.

Dos US$ 84,1 bilhões, US$ 68,8 bilhões será reservado para a exploração e produção. Os demais valores serão um pouco mais diluídos: a Petrobras reservará US$ 8,2 bilhões ao refino, transporte e comercialização, outros US$ 5 bilhões para gás e energia, US$ 300 milhões à petroquímica e o restante, US$ 400 milhões, será convertido em investimentos à energia eólica, solar e biocombustíveis.

A companhia deixou claro que há pretensão de revisão do reposicionamento em refino, por meio de parcerias nos clusters Nordeste e Sul que hoje representam 40% da sua capacidade instalada no Brasil, o que possibilitaria compartilhamento de riscos do negócio e estabelecimento de um setor mais dinâmico, competitivo e eficiente. Outro ponto positivo salientado pela petroleira é que essa medida geraria liquidez para a companhia.

A petroleira defende que seu Plano Estratégico evidencia uma nova visão integrada de energia e alinhada com as necessidades evolução sociais que buscam sempre mais diversificação nas fontes e usos da energia. O foco em óleo e gás continuará nos próximos anos, mesmo após terem se destacado no plano anterior. A expectativa da estatal é que isso gere mais espaço para novas fontes de energia até 2040.

A estimativa realizada pela Petrobras para 2019 é de um crescimento no Brasil em 10% na produção do óleo e em escala global, de 7%. Esses dados foram divulgados com base nas entradas em operação de cincos novos sistemas no presente ano e mais três em 2019. No decorrer dos cinco anos contemplados no projeto recentemente aprovado, a previsão é de mais 13 novos sistemas.

Entre 2020 e 2023, a petroleira estima um crescimento médio de 5% ao ano na produção total de óleo e gás natural. Ainda de acordo com a Petrobras, seu plano é garantir a rentabilidade até 2023, além de manter estável as métricas de segurança e de redução de dívidas.

A transição para uma economia de baixo carbono motivou alguns dos ajustes realizados pela companhia. De acordo com a estatal, sua carteira de investimento foi constituída em cima de três motores centrais de geração de valor para a companhia. Dentre eles, a exploração e produção continuam sendo o motor de geração de valor mais importante de todos e há planos de novas parcerias em negócios de energia elétrica renovável para atuar como um novo motor de geração de valor que funcione em acordo com o futuro sustentável ambicionado pela Petrobras.

Também em comunicado feito nesta quarta-feira, a petroleira afirmou que será mantida a política de remuneração aos acionistas. Se houver qualquer alteração na distribuição de dividendos, a redução dos indicadores de endividamento e de novas oportunidades de investimentos serão consideradas no ato de distribuição. De acordo com o documento oficial publicado pela Petrobras, os principais riscos percebidos para a companhia do Plano de Negócios traçado até 2023 englobam a execução dos grandes projetos, política comercial, realização de parcerias e desinvestimentos, processos judiciais e contingências e continuidade operacional.

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Em cinco anos, desinvestimentos da Petrobras devem atingir US$ 27 bi

Com a aprovação de seu Plano de Negócios em reunião celebrada na última terça-feira (4), a Petrobras informou também que os projetos de desinvestimentos já anunciados, parcerias e desinvestimentos orientados pela gestão ativa de portfólio, com potencial de entrada de caixa de US$ 26,9 bilhões no período do Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 serão mantidos.

Essas estimativas foram discriminadas em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após a aprovação do Plano de Negócios até 2023, onde a estatal pôde comunicar a aprovação do mesmo e de seu Plano Estratégico 2040 (PE 2040). Essas iniciativas de desinvestimentos estão diretamente ligadas à geração operacional de caixa estimada em US$ 114,2 bilhões para o período todo.

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