Banco do Brasil, Suzano, Duratex: veja os destaques corporativos do pregã de hoje

Banco do Brasil

O destaque do dia entre os resultados veio do maior banco estatal da América Latina. Com lucro líquido recorrente e margem financeira no quarto trimestre de R$4,625 bilhões e R$14,204 bilhões, respectivamente, ambos acima do consenso, o Banco do Brasil entregou todas as metas operacionais do ano passado e anunciou diretrizes modestas para esse ano – até um pouco menores que as dos concorrentes privados. O BB vê lucro recorrente entre R$18,5 bilhões a R$20,5 bilhões e crescimento de 5,50% a 8,50% na carteira de crédito.

No quarto trimestre, o retorno sobre o patrimônio líquido recorrente foi de 19,20%, ante o consenso de 17,30%. Mesmo com uma meta mais relaxada de crescimento nas despesas operacionais, de 2,50% a 4,50%, analistas esperam que o banco liderado pelo economista Rubem Novaes consiga manter ou até superar o ROE do trimestre anterior ao longo do ano. Executivos do banco se reúnem com a imprensa às 11h00, em São Paulo, para explicar o balanço e as metas para ano.

Suzano

surpreende – Maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, a Suzano reportou queda de 61% no lucro líquido do quarto trimestre, mas bateu o consenso do TC. Os dados de volumes e vendas deram uma boa melhorada. No entanto, não há a menor dúvida de que o mercado da commodity se tornou desafiador com o coronavírus na China e a preocupação com a alavancagem, que atingiu 5 vezes o EBITDA anual no quarto trimestre e pode impactar o desempenho da ação, que sobe 0,81% no ano, disseram analistas. A conferir.

No entanto, para bancos como BTG Pactual e JPMorgan, a gestão da companhia está indo na direção correta, especificamente no quesito “controle de danos”. O trimestre atual deve testar a estratégia do diretor-presidente da Suzano, Walter Schalka: uma redução de estoques sustentável, em meio à queda na demanda pelo surto de coronavírus e preços que continuam pressionados para baixo. Para Rodolfo Angele, do JPMorgan, “vai ser difícil para a Suzano sustentar os níveis de vendas de celulose” vistos no trimestre passado.

A Suzano estima atingir, gradualmente entre 2020 e 2021, sinergias operacionais entre R$1,1 bilhão e R$1,2 bilhão, antes de impostos, com a redução de custos, despesas e investimentos de capital nas áreas de suprimentos, florestal, industrial, logística e de pessoal. As economias atingidas após a compra da rival Fibria, em 2019, foram de R$763 milhões. A Suzano manteve a estimativa de atingir sinergias tributárias na ordem de R$2 bilhões por ano em 2020 e 2021. A previsão é que tal dedutibilidade se estenda até final de 2029.

Totvs

empresa do ramo de tecnologia, teve alta de 107,8% do lucro líquido na base anual e de 7,5% das receitas no último trimestre do ano, com redução de custos de 2,3%. O Banco Inter registrou lucro de R$81,6 milhões, alta de 16,8% na base anual, com destaque para o aumento de operações de crédito, da prestação de serviços e das contas digitais. A Duratex reverteu o prejuízo na base anual e teve lucro de R$284,7 milhões. A reversão, porém, tem explicação em parte por conta da venda e encerramento de ativos, como os R$420,7 milhões gerados ao caixa pela venda de florestas. A receita líquida aumentou 17,6%, para R$1,486 bilhão e as despesas gerais e administrativas cresceram 26,4%.