BB registra crescimento de 22,8% em relação ao 3T17 e lucro ajustado é de R$ 9,7 bilhões em 2018

O Banco do Brasil recém divulgou na manhã desta quinta-feira (8) o lucro líquido ajustado do terceiro trimestre de 2018 que alcançou os R$ 3,4 bilhões e está em conformidade com as projeções realizadas pelo mercado que estimava uma média de R$ 3,312 bilhões para o período de referência.

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior (2017), nota-se um salto de 25,6%, de R$ 2,7 bilhões, e 5,0% maior que o lucro do segundo trimestre de 2018.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) também registrou um aumento de 14,3% neste terceiro trimestre, ante 12,8% registrado no mesmo período de 2017.

Carteira de crédito cresce 1,4%

No geral, houve crescimento na carteira PF orgânica, de 5,7% em 12 meses (R$ 9,9 bilhões), na carteira de pessoas jurídicas, de 0,2% no trimestre e na carteira rural, de 6,3% na comparação anual (R$ 9,9 bilhões).

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 686,3 bilhões e cresceu 1,4% em relação ao trimestre anterior. Ainda neste terceiro trimestre de 2018, as linhas de crédito não consignado também registraram um notável crescimento, deixando o destaque para o empréstimo pessoal que sinalizou um aumento de +19,8% na comparação com o segundo trimestre de 2018.

Despesas Administrativas sob controle

As despesas administrativas cresceram 0,8% em 9M18, número que está abaixo da inflação e resulta em um índice de eficiência em 12 meses de 38,7% no terceiro trimestre de 2018, uma melhora de 20bps em relação ao quando comparada ao segundo trimestre do mesmo ano, ao passo que o índice de inadimplência continua em queda, atingindo 2,83% no terceiro trimestre de 2018, retornando a patamares inferiores ao do Sistema Financeiro Nacional. O índice de cobertura alcançou 192,7%.

Segmentação e melhor experiência geram receitas com prestação de serviços

As receitas com prestação de serviços cresceram 5,3% de janeiro a setembro de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Esses crescimentos são atribuídos à especialização do atendimento e o avanço da estratégia digital que fomentaram um desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas.

Distribuição de R$ 1,1 bi para acionistas

Também foi informado a aprovação de distribuição de R$ 1,161 bilhão, ou R$ 0,416 por ação, em remuneração para os acionistas sob a forma de juros sobre capital próprio. Esse pagamento está previsto para acontecer no dia 30 de novembro, com base na posição acionária de 21 de novembro.

Comandado pelo novo presidente da instituição, Marcelo Labuto, o Banco do Brasil comenta seus resultados em uma coletiva de imprensa, a partir das 10h desta manhã, na sede do banco, em São Paulo.

Embora Labuto lidere a conversa e tenha recém-assumido o comando do banco após Paulo Caffarelli renunciar ao cargo a caminho da Cielo, esses resultados ainda são reflexo da gestão de Caffarelli.

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