Boeing vence Airbus em corrida anual de encomendas de aeronaves e entrega 806 aviões em 2018

O processo de compra da divisão comercial Embraer por parte da Boeing encontrou novos percalços pelo caminho quando, na última quarta-feira (9), o PDT deu entrada em uma ação civil pública na Justiça de Brasília pedindo a suspensão da operação. Em síntese, a alegação é de que essa transação oferecerá risco à soberania nacional.

A legenda citou inclusive a “temeridade de ser passar toda a tecnologia de empresa estratégica brasileira para estrangeiros sem a participação do Congresso Nacional – que durante o processo de privatização previu exatamente que a União teria total controle sobre esse tipo de transação – da qual agora abriria mão” e defende na ação que o acordo acertado pela Embraer com a Boeing no final de 2018 seja analisado pelo Congresso Nacional e pelo Conselho de Defesa Nacional.

Isso, contudo, pode não ser uma grande preocupação para a Boeing que já viu o mesmo negócio tornar-se alvo de duas liminares contrárias concedidas pela Justiça de São Paulo e derrubadas a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF3) ao longo dos últimos meses.

A ação também não quer dizer que as coisas não andam positivas para a corporação multinacional norte-americana que, na manhã desta quinta-feira (10), anunciou ter batido a Airbus em uma corrida anual relacionada a encomenda de aeronaves.

Somado ao ano de 2018, a Airbus perdeu a liderança em encomendas de jatos de passageiros pela quinta vez consecutiva. Desta vez, a companhia registrou o menor nível de participação em uma série de seis anos de participação, em um mercado de US$ 150 bilhões. Apesar disso, o índice foi positivo o bastante para reduzir a distância que a separava da Boeing no quesito de entregas de aviões.

Baixe o E-book O Guia Completo de Como Ter Sucesso Nas Operações de Day Trade

Em termos de encomendas líquidas, a Boeing venceu a corrida pela primeira vez desde 2012, por ter registrado 893 encomendas. A companhia europeia, por sua vez, somou 747 encomendas líquidas de aviões.

No quesito entrega, a Boeing conquistou o título de maior fabricante de aviões do mundo pelo sétimo ano consecutivo, impulsionado pela forte demanda por aviões de passageiros que ampliou as entregas de aeronaves do setor em 8%, para o ritmo mais intenso em seis anos.

Baixe o Infográfico: 5 motivos – Por Que Investir na Bolsa Agora É Um Bom Negócio

Em dezembro do ano passado, a companhia entregou 69 aeronaves 737 e com isso estabeleceu um novo recorde anual de 806 entregas, superando sua própria marca de 763 entregas realizadas no ano anterior.

Com a alta de entrega de aviões, a fabricante registrou um aumento significativo em sua carteira de pedidos, com um total de 893, incluindo 203 vendas no último mês. Paralelo a isso, a Boeing tem conseguido faturar com maior disponibilidade e custos menores do jato 787 Dreamliner, enquanto distribui seus esforços na tentativa de retomada do terreno lucrativo que é o segmento de aviões de fuselagem estreita com capacidade para mais de 200 passageiros.

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou