Lucros da Azul (AZUL4) são 53,5% menores no 4T18, mas ações continuam em alta

Na comparação com o 4T17, os lucros líquidos da Azul no quarto trimestre de 2018 foram 53,5% menores, totalizando R$138,2 milhões, ante R$297,4 milhões, segundo dados do balanço divulgado pela companhia nesta quinta feira (14), antes da abertura do mercado. Para o ano inteiro de 2018, o lucro líquido ajustado atingiu R$703,6 milhões, sobre R$516,3 milhões no ano anterior.

Segundo a Azul, foi difícil superar o lucro entre outubro e dezembro de 2017, principalmente, devido ao ganho de R$154,4 milhões registrados no período, relacionado ao vencimento da opção de compra de títulos conversíveis.

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Em comunicado assinado pelo CEO da Azul, John Rodgerson, foi informado que a ‘’capacidade cresceu 16% em 2018, devido à nossa estratégia de substituição de aeronaves menores por aeronaves maiores, e aumentamos nossa receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos (RASK) ajustado pela etapa média em 7,6% comparado com 2017. Como resultado, nossa receita líquida cresceu 18,4% em relação ao ano passado.’’

No tocante a receita líquida do 4T18 a companhia aérea registrou R$2,5 bilhões, representando um crescimento de 13,5%, comparado com o mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento de 13,3% na receita de transporte de passageiros e ao crescimento de 16,1% em outras receitas, ou R$19,4 milhões, por causa da alta de 44% na receita de cargas.

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Os custos e despesas operacionais totalizaram R$2,2 bilhões, com um aumento de 16,4%. No entanto, sobre o trimestre anterior, a dívida bruta foi reduzida de R$63,6 milhões para R$3,4 bilhões, pois o pagamento de dívidas, foi parcialmente compensado pela emissão de R$200 milhões em empréstimos para substituição de dívidas mais caras.

As expectativas para 2019 são bem otimistas, e a equipe espera aumentar sua capacidade de 18% a 20%, com um crescimento de 16% a 18% na quantidade de assentos oferecidos com base na distância de voos domésticos. Isso pretende ser feito através da substituição de aeronaves menores por A320neos, além de um aumento de 20% a 25% na capacidade internacional relacionada principalmente à introdução de três A330 durante o ano.

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Mesmo com a queda nos lucros do trimestre, os lucros do ano foram satisfatórios e a confiança no crescimento da Azul não foi afetada, pois tudo foi explicado e ficou às claras para os acionistas e investidores que obtiveram ótimas justificativas.

Com isso, por volta de 10h55 (horário de Brasília), os ativos da empresa (AZUL4) estavam sendo cotados no Ibovespa com alta de 2,35%, e valor de compra por ação de R$41,45.

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