Noticiário Corporativo: Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3)

Petrobras (PETR4) – Ontem, o presidente Jair Bolsonaro falou ao vivo no Facebook que pode rever a política de preços da Petrobras.

“O pessoal reclama do preço da gasolina a R$ 5 e me culpa, atira para cima de mim o tempo todo. O preço do combustível é feito lá pela Petrobras. Leva em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar. Lógico que se a gente puder rever isso aí”, disse o presidente.

A medida, no entanto, só acontecerá desde que não haja prejuízos para a estatal.

Em abril, Bolsonaro já havia provocado um mal-estar aos mercados ao contatar Roberto Castello Branco, presidente da estatal, para solicitar uma revisão no reajuste do diesel.

Pressionado, o presidente procurava evitar uma nova greve dos caminhoneiros.

A petrolífera viu seus papéis recuar no início da sessão, mas se estabilizou no decorrer da manhã.

Por volta das 14h35, o índice da Petrobras recuou e pouco se recuperou, encerrando o pregão com um recuo de 2,33%, cotados a R$ 24,68.

Vale (VALE3) – A Vale, por sua vez, surpreendeu o mercado investidor que esperava por recuo ou ainda ganhos singelos.

Ao emitir um alerta de um possível novo rompimento de barragens da mineradora, na cava da mina Gongo Soco, na cidade de Barão de Cocais (MG), o Ibovespa caiu no dia anterior.

De acordo com o analista da Eleven Financial Research, Raphael Figueredo, o movimento de ontem foi uma reação natural.

Agora, contudo, o mercado viu uma sessão de algumas variações, mas com o fechamento positivo e crescimento de 2,84%, cotados a R$ 47,72.

Um dos grandes responsáveis da ampla variação no dia é foi o preço do minério de ferro, que superou US$100 por tonelada e subiu mais de 2,5% na última quinta-feira (16).

Variações nas Commodities

Parte dos ganhos acumulados na semana foram compensados pela perda dos preços futuros do petróleo desta sexta-feira (17).

O petróleo caiu, com o barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, desvalorizando (-0,73%, a US$ 72,09), assim como o barril do WTI (-0,24%, a US$ 62,72).

As tensões inflamadas entre Estados Unidos e China continuam ditando o andamento do mercado, paralelo às instabilidades geopolíticas no Golfo Pérsico.

Também no radar do investidor está a reunião prevista para acontecer no próximo domingo (19) em Jedá, na Arábia Saudita.

Entre os participantes estão integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), bem como produtores aliados, como a Rússia.

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