Oi apura prejuízo quatro vezes maior no 3º trimestre, totalizando R$5,78 bilhões

Em recuperação judicial, a Oi (OIBR3) apurou um prejuízo quatro vezes maior no terceiro trimestre deste ano, no montante de R$5,78 bilhões.

Em 2018, o prejuízo da companhia alcançou R$1,33 bilhão no mesmo período, crescendo exponencialmente em 2019, já excluída a aplicação da norma contábil IFRS 16.

De julho a setembro, a receita líquida da empresa de telefonia recuou 8,7%, passando para R$5 bilhões, sendo que, no mercado brasileiro, a queda foi de 8,8% e no mercado internacional foi de 8,5%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação, amortização) de rotina caiu 32,9%, somando R$979 milhões e a margem Ebitda desabou de 26,6% para 19,6%.

No segmento de telefonia residencial, a receita líquida da Oi foi de R$1,8 bilhão no terceiro trimestre, o que representa uma queda de 13,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A base de assinantes recuou 10,8% no intervalo, fechando em 13,53 milhões e a receita média mensal por usuário declinou 1,2%, no total de R$79,20.

O total de clientes com linhas fixas cedeu 12,8%, somando 7,48 milhões e nos serviços de banda larga, a queda foi de 9,7%, totalizando 4,53 milhões.

A carteira do pré-pago registrou 25,67 milhões de assinantes, caindo 11,8% em relação ao mesmo período de 2018, porém, no pós-pago, houve um crescimento de 22,8%, alcançando 9 milhões.

Segundo relatório divulgado pela Oi, em relação ao segundo trimestre, observou-se um aumento na receita líquida da telefonia móvel de 1,8%, que foi impulsionado por “ofertas regionalizadas mais simples e assertivas, pela migração da base de clientes pré-pagos”.

O documento também explica que o aumento o prejuízo foi influenciado por fatores internos como a baixa contábil de ativos e a desvalorização do real ante o dólar.