Os bancos que mais lucram no mundo são brasileiros

Um levantamento da Economatica, uma ferramenta que analisa investimentos, sinalizou que os bancos que mais lucram no mundo são brasileiros. São 453 bancos da América Latina, USA ou do mundo com ADRs negociados nos USA na respectiva base de dados.

Ocupando as quatro primeiras posições do ranking global estão o Santander Brasil (SANB11), que lucrou R$3,705 bilhões apenas no terceiro trimestre deste ano; o Banco do Brasil (BBAS3), que reportou um lucro líquido ajustado de R$4,543 bilhões no mesmo período; o Itaú Unibanco (ITUB4), que lucrou R$ 7,156 bilhões no 3T19 e, por fim, o banco Bradesco (BBDC4) que, no mesmo trimestre, contabilizou R$ 6,542 bilhões.

ROE dos bancos que mais lucram no mundo (acima de US$$ 100 bilhões)

Do montante global de bancos avaliados pela Economatica, 45 instituições monetárias possuem ativos totais que superam os US$ 100 bilhões. Destes, 19 bancos são dos Estados Unidos, seguido por Brasil, Canadá e Reino Unido com quatro representantes cada. Japão e Korea possuem quatro bancos cada; Espanha e Índia possuem dois. Por fim, outros quatro países com uma instituição.

Entre as 45 instituições, os bancos brasileiros lideram o ranking no 3º trimestre de 2019, segundo o relatório da Economatica. É o Santander que lidera a lista global, com ROE de 19,25% no acumulado de 12 meses findados em setembro. Posteriormente, vem o Itaú, com Retorno sobre Patrimônio Líquido de 18,59% no período. Na terceira colocação de rentabilidade, o Bradesco contabiliza um ROE de 19,97%; o Banco do Brasil, ROE de 17,71%. Na sequência, é o Royal Bank of Canada o quinto colocado no ranking dos bancos que mais lucram no mundo.

Mudanças no cheque especial

O redesenho do cheque especial anunciado esta semana pelo governo federal, com determinação de que as instituições monetárias não podem cobrar mais que 8% de juros ao mês, pode redefinir o ranking dos bancos que mais lucram no mundo no próximo trimestre. Para especialistas do mercado financeiro, no entanto, as ações dessas instituições, em teoria, não devem sofrer com a medida.

Analistas do Credit Suisse, por exemplo, estimam um impacto de R$2 bilhões a R$6 bilhões para o sistema ou, aproximadamente, 1% a 3% do lucro recorrente estimado para o próximo ano. Assim também, o vice-presidente de finanças e de relações com investidores do Banco do Brasil, Carlos Hamilton, acredita que o impacto não deve ser tão grande.