Petrobras se prepara para vender sua participação remanescente na BR

A Petrobras (PETR3/ PETR4) está se preparando para vender sua participação remanescente na BR Distribuidora (BRDT3).

Após a privatização da subsidiária, que aconteceu em julho deste ano, a petroleira arrecadou cerca de R$9,6 bilhões com a venda de parte de suas ações, ficando somente com 37,5%.

Contudo, a estatal pretende reduzir ainda mais essa fatia, planejando realizar uma nova oferta subsequente de ações no ano que vem.

“Vamos começar a trabalhar desde já [na oferta subsequente] e vamos fazer no momento mais adequado” – informou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Em entrevista ao Valor Econômico, o executivo explicou que essa iniciativa se insere no plano de desinvestimentos da Petrobras, que espera obter entre US$20 e US$30 bilhões com a venda de ativos, nos próximos quatro anos.

Ele também fez um balanço dos seus onze meses de gestão, apontando como principais desafios que foram vencidos: o preço dos combustíveis, a política de desinvestimentos e o acordo coletivo de trabalho com os empregados.

Castello Branco comentou que em relação aos preços, prevaleceu a liberdade da companhia de fazer os ajustes necessários, conforme as condições do mercado.

Sobre os desinvestimentos, ele citou que a garantia jurídica afiançada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a venda das subsidiárias, forneceu liberdade para a estatal se concentrar nas atividades nas quais é referência.

“Só este ano, vendemos US$16,4 bilhões, o que inclui TAG, BR Distribuidora e campos de petróleo” – afirmou o presidente da empresa.

Em relação ao acordo coletivo, o executivo disse que houve um empoderamento dos empregados contrários à greve, em detrimento dos que eram favoráveis, culminando em um acordo vantajoso para ambas as partes.

Sobre o setor de refino, que ainda está sob o monopólio da Petrobras, Castello Branco defendeu com convicção sua abertura para atuação da iniciativa privada.

E revelou que a companhia irá receber ofertas vinculadas para a venda do primeiro lote de quatro refinarias, acrescentando que haverá uma proposta não vinculante para a unidade de Gabriel Passo, em Minas Gerais.