Saída do BNDES deve impactar Copel, JBS, AES Tietê, diz BTG Pactual

Ações de companhias de eletricidade, commodities e industriais poderiam estar sob uma grande pressão de venda se o BNDES decidir vender parte ou a totalidade das suas participações em dúzias de empresas, para repagar R$200 bilhões em empréstimos com o Tesouro Nacional, disseram estrategistas do BTG Pactual nesta segunda-feira.

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O tamanho das participações detidas pela unidade de participações do banco estatal de fomento, conhecida como BNDESPar, é de R$100 bilhões. Segundo as estimativas da equipe, liderada pelo estrategista Carlos Sequeira, e com base no número de dias úteis de negociação, os papéis mais expostos à pressão de venda são Copel ON, com 237 dias; as units da AES Tietê, com 90 dais; a JBS, com 89, e a Tupy, com 81 dias.

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“Naturalmente, esperamos que as apostas excessivamente grandes sejam vendidas via blocos,” disse o relatório. Segundo a equipe, o tamanho das participações do BNDESPar varia enormemente dependendo de qual empresa você olhar: em alguns casos, elas representam até um quarto da empresa. Assim, “se o BNDES decidir vender algumas dessas participações, a pressão de venda poderá ser grande”, disse o relatório.

O relatório veio à tona exatamente no momento em que é debatida dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro a viabilidade de acelerar o programa de privatização e de pagamento de dívidas que o BNDES tem com o Tesouro Nacional. O objetivo de acelerar o programa é arrecadar dinheiro para reduzir os níveis alarmantes de dívida pública do país; assim, desfazer a carteira de participações do BNDESPar seria uma maneira rápida de gerar caixa e acelerar o retorno do dinheiro que o BNDES deve ao Tesouro. O pagamento ao Tesouro pode totalizar até R$100 bilhões neste ano, mas hoje os jornais falavam que poderia ser ainda mais.

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